Alfândega...onde toda magia acaba

Nem mesmo embarcamos para Orlando e já começamos a nos preocupar com a volta. Afinal, passar pela alfândega com tantas malas e compras é sempre muito tenso!

O mais importante é conhecer as regras básicas para não ser pego de surpresa.Separamos algumas sugestões e dicas que podem ajudar os nossos amigos leitores a não serem pegos de surpresa.

Cada passageiro tem direito a uma cota de compras limitada a $500 dólares. Porém existem alguns itens que são considerados de uso pessoal e que acabam não entrando nesta cota. Entre eles: 01 Smartphone, 01 Câmera Fotográfica e 01 Relógio. Vale informar que estes produtos só estarão isentos desde que tenham sido utilizados durante a viagem. Traze-los simplesmente na caixa e sem uso, o agente pode tarifa-los.

Fique atento a notebooks, iPads e filmadoras. São produtos que devem ser taxados se passarem da cota de $500 dólares.

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Roupas, tênis, sapatos, óculos de sol, perfumes, entre outros – são considerados itens de uso pessoal, mas é preciso ficar atento em relação as quantidades idênticas de cada produto e  também tem que ser condizente com o tempo de viagem.

Não adianta o turista ficar apenas dois dias e voltar com 2 malas abarrotadas. Se trouxer muitos itens da mesma peça, será caracterizado como contrabando e desta forma não tem conversa. Vai ter que pagar imposto!

Sendo assim, basta ter bom senso. Traga as quantidades que realmente sejam destinadas a você e sua família.

Uma boa dica é retirar as etiquetas e lacres das roupas e demais objetos. Volte de sua viagem com um tênis que comprou, venha vestido com uma de suas roupas novas!

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Em relação a bebidas e artigos de tabacaria, estes itens poderão ser considerados de uso pessoal desde que você respeite algumas quantidades. Bebidas até 12 litros, cigarros até 10 maços, charutos até 25 unidades.

Caso tenha exagerado nas compras, ao desembarcar no Brasil, você deverá entrar na fila de bens a declarar. Suas malas serão abertas e os produtos serão listados para saber quais itens passaram da cota. Um fiscal acompanha todo o processo e vai calculando o valor excedente. Um exemplo: se o total das suas compras foi de U$ 1000 dólares, você ultrapassou U$ 500 dólares. Desta forma o  imposto a ser pago é de U$ 250 dólares.

Se você ultrapassou a cota de U$ 500 dólares e quiser correr o risco de não declarar, caso seja parado pelo fiscal, além de pagar o imposto de 50% sobre o excedente, pagará uma multa de 50% sobre o mesmo valor, dobrando assim o total que deverá ser pago a Receita federal.

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Recomendamos que você guarde todas as etiquetas com preços e notas fiscais de suas compras, pois caso seja taxado poderá provar que alguns itens realmente estavam em promoção. Os fiscais não tem tabelas de preços, então eles se baseiam em uma média de valor dos produtos.

Lembre-se que quando compramos na famosa loja Ross Dress For Less, as etiquetas vem com 2 preços, o original e o valor com o desconto. Os fiscais da Receita Federal vão considerar o valor original! Se estiver viajando em família, divida entre as malas e as notas fiscais também.

Quando estiver indo para Orlando, leve o mínimo possível de roupas. Vá com apenas seu tênis ou sapato. Se possível, até mesmo os itens como perfumes, maquiagens, cremes, roupas íntimas… compre tudo em Orlando. Pense nesta dica quando estiver arrumando sua mala para viagem.

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Ao ser parado na alfândega, não perca o controle da situação.

Eles não estão preocupados se você está cansado da viagem, com sede ou fome, se seus filhos estão estressados! Mantenha a calma.

Outra situação complicada é quando você tem certeza que está tudo dentro das regras e mesmo assim o agente está criando uma situação para que você pague as taxas. Recuse, não aceite. Isso se chama abuso de autoridade. É difícil tomar uma decisão radical como por exemplo deixar suas malas, mas dependendo da situação é o melhor a se fazer e ir atrás dos seus direitos.

O site Parques de Orlando não quer julgar ou criticar as pessoas que preferem declarar seus bens e pagar os devidos impostos. Do mesmo modo que não estamos incentivando a correrem riscos em não declarar seus bens. Cada um é responsável pelos seus atos e consequências.